A Prefeitura de Betim iniciou em agosto de 2026 à implantação de uma nova estratégia de enfrentamento às arboviroses com a liberação de Wolbitos, mosquitos Aedes aegypti portando a bactéria Wolbachia, tecnologia considerada uma das mais promissoras no combate à dengue, à zika e à chikungunya.
“A Wolbachia é uma bactéria presente em cerca de 60% dos insetos, inclusive em alguns mosquitos. No entanto, não é encontrada naturalmente no Aedes aegypti”.
“Quando presente no Aedes aegypti, a Wolbachia impede que os vírus da dengue, Zika, chikungunya e febre amarela urbana se desenvolvam dentro dele, contribuindo para redução destas doenças” – informou a Fiocruz.
A iniciativa e Betim, integra um conjunto de ações voltadas ao controle do mosquito transmissor dessas doenças envolvendo o World Mosquito Program (WMP) Brasil, a Fiocruz e o Governo de Minas, sendo realizada de forma gradual em diferentes regiões da cidade.
Os Wolbitos são produzidos em uma biofábrica localizada em Belo Horizonte. Os insetos com a bactéria são liberados de forma controlada.

Ao cruzarem com a população local de Aedes aegypti, transmitem a Wolbachia às gerações seguintes, reduzindo a capacidade do mosquito de transmitir dengue, zika e chikungunya.
Com o passar do tempo, a população de mosquitos portadores da bactéria aumenta até que ela se torne predominante na região, tornando a estratégia autossustentável e reduzindo a necessidade de novas liberações.
Segundo o Portal de Notícias da Prefeitura de Betim, estudos científicos apontam que o método é seguro, não envolve modificação genética e não representa risco para humanos, animais ou meio ambiente.
Diante de cenários de calor extremo, como os associados ao El Niño e às mudanças climáticas, o Aedes aegypti pode se proliferar ainda mais intensamente em ambientes com água parada e temperaturas elevadas.
Assim, a tecnologia Wolbitos pode se constituir em uma medida preventiva diminuindo o risco de transmissão dos vírus relacionados ao mosquito.
A expectativa é que, com a consolidação da tecnologia em Betim, o município fortaleça sua capacidade de enfrentamento às arboviroses, reduzindo casos graves, internações e a pressão sobre os serviços de saúde.
Método complementa ações de prevenção
Especialistas ressaltam que a soltura dos mosquitos com Wolbachia não substitui os cuidados da população para erradicar possíveis criadouros do Aedes aegypti.
A eliminação de recipientes que acumulam água parada continua sendo considerada a principal forma de reduzir a proliferação do mosquito.
Por isso, as autoridades de saúde recomendam que os moradores mantenham caixas-d’água fechadas, limpem as calhas, eliminem recipientes com água acumulada e permitam o acesso das equipes de vigilância quando necessário.
A combinação entre o controle biológico e as ações tradicionais de prevenção é apontada como a estratégia mais eficaz para diminuir a circulação do mosquito e reduzir o risco de surtos de dengue, especialmente durante os períodos de maior incidência da doença.
É muito importante também para a faixa etária indicada pelo Ministério da Saúde manter a vacinação em dia.
Além disso é preciso todos colaborarem com os agentes de combate às endemias, facilitando o acesso deles para inspeção nos domicílios e atender com atenção as recomendações de prevenção e controle indicadas por eles.
Imagem da Capa – Aedes aegypti – Foto – Pexels – Pixabay






