Trata-se da estrela T Coronae Borealis, também chamada T CrB.
A estrela de repente pode se tornar visível a olho nu no céu noturno. O fenômeno se repete a cada 80 anos.
A T Coronae Borealis é uma estrela anã branca da Constelação Corona Borealis.
Ela fica localizada a cerca de 3000 anos-luz da Terra e faz parte de um sistema binário, onde interage gravitacionalmente com uma gigante vermelha.
A T CrB atrai material da sua companheira maior e mais fria. A estrela anã acumula de tempos em tempos, matéria suficiente para desencadear uma violenta explosão nuclear que a faz ficar intensamente brilhante.
De acordo com astrônomos, um recente declínio observado no brilho da estrela, pode indicar que uma grande erupção estaria prestes a ser desencadeada.
O Portal Terra, noticiou que telescópios terrestres e espaciais, como o telescópio de raios gama Fermi da Nasa, estão sendo utilizados para capturar todos os detalhes da explosão e seus efeitos subsequentes.
Além do telescópio Fermi, outros, como o Telescópio Espacial James Webb, o Swift e o Very Large Array, no Novo México, estão preparados para observar o fenômeno em diferentes comprimentos de onda.
A expectativa é obter uma visão detalhada e abrangente do evento estelar.
A estrela T Coronae Borealis é uma estrela fraca de magnitude 10. A explosão que é aguardada na estrela constitui o que se chama de NOVA.
Uma nova é caracterizada por um aumento intenso e repentino no brilho de uma estrela em função de um cataclismo intrínseco à sua existência
Na verdade, a T Coronae Borealis é uma nova recorrente, pois os eventos que a tornam mais brilhante acontecem em ciclos que se repetem dentro de um determinado intervalo de tempo.
Segundo o Portal StarWalk, no caso da T Coronae Borealis, esse ciclo se repete a cada 80 anos. A última erupção registrada na estrela ocorreu em 9 de fevereiro de 1946.
No auge do ciclo que é aguardado agora para a estrela, ela passará de magnitude 10 para magnitude 2, tornando-se visível a olho nu. A estrela poderá ficar tão brilhante como a estrela Polar e permanecer assim por vários dias.
Depois que cessar os efeitos da explosão termonuclear que acontecerá na T Coronae Borealis, ela retornará à sua luminosidade habitual de magnitude 10.
Uma coisa é importante ressaltar. A T Coronae Borealis não será uma supernova, que é a explosão que acontece em uma estrela quando ela morre. Ela seguirá como uma anã branca com sua atividade normal para uma estrela da sua categoria.






