No Brasil, são conhecidas oito espécies de felinos silvestres. Todas elas integram a Lista Oficial dos Mamíferos Brasileiros Ameaçados de Extinção do IBAMA.

São integrantes da fauna do nosso país que sofrem o risco de desaparecerem devido à fragmentação dos habitats por causa avanço do agronegócio sobre as regiões naturais, o desmatamento, a caça e o comércio ilegal, e outras pressões ecológicas.

Além disso, a taxa reprodutiva desses animais é relativamente baixa na natureza e muito deficitária em cativeiro agravando ainda mais a situação. São eles:

1- Onça parda ou sussuarana (Puma concolor)

2- Onça pintada e Onça preta (Panthera onça)

3- Gato mourisco ou Jaguarundi (Hepailurus yagouaroundi)

4- Jaguatirica (Leopardus pardalis)

5- Gato palheiro (Oncifelis colocolo)

6- Gato maracajá (Leopardus wiedii)

7- Gato do mato pequeno – (Leopardus tigrinus)

8- Gato do mato grande (Oncifelis geoffroyi)

As mais conhecidas são a onça pintada, a onça parda ou sussuarana, a onça preta e a jaguatirica. Entretanto as demais não são menos importantes.

Recentemente, estudos e pesquisas desenvolvidos pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e publicado no periódico Current Biology, dão conta da descoberta de uma nova espécie, Leopardus guttulus, que pode ser uma variante dos gatos do mato pequenos (Leopardus tigrinus) .

Eduardo Eizirik, pesquisador do Laboratório de Biologia Genômica e Molecular da PUCRS e sua equipe da área de genética evolutiva de felinos estudam animais de pequeno porte da América do Sul desde os anos 1990, sendo um dos objetos de suas pesquisas o gato do mato pequeno (Leopardus tigrinus), relativamente comum do sul ao nordeste do Brasil.

Em suas pesquisas, analisando as colônias desses animais do sul e do norte pela primeira vez, notaram que, apesar de terem a mesma aparência, elas possuíam diferentes composições genéticas.

Concluíram então que não houve qualquer troca de genes entre as duas comunidades por milênios, indicando que as populações não cruzaram.

Na realidade formam duas espécies completamente diferentes, estimando que no mínimo essa separação tenha ocorrido há cerca de 100 mil anos.

A equipe de cientistas nomeou a espécie do sul como Leopardus guttulus, enquanto a comunidade no nordeste continuará conhecida como Leopardus tigrinus, em virtude de regras taxonômicas.

Todos os esforços e estudos em ecologia devem integrar objetivos para traçar estratégias de manejo visando à biologia da conservação das espécies investigadas.

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Jefferson Alvarenga é Editor e CEO do Site Biota do Futuro. Biólogo, Pós Graduado em Gestão da Saúde Ambiental e realizando Pós Graduação em Ciências Ambientais e Análise Ambiental.

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