Corais-cérebro podem viver até 900 anos e são vitais para os ecossistemas marinhos


O coral-cérebro é um construtor de recifes. São criaturas com superfícies sulcadas com padrões que se assemelham com o cérebro, pertencentes ao Filo Cnidária.

Eles são constituídos de pólipos individuais feitos de íons de cálcio integrando estruturas que se agrupam formando colônias.

Os corais-cérebro criam um ambiente onde inúmeros outros corais e uma miríade de outras espécies marinhas encontram abrigo, compartilham alimentos, nutrientes e reciclam materiais.

Existem aproximadamente mais de 3000 espécie de coral-cérebro. Especialmente a espécie Diploria labyrinthiformis é encontrada nos mares do Caribe e em várias regiões no Oceano Pacífico. Esses corais podem crescer até cerca de dois metros.

No Brasil, a espécie Mussismilia braziliensis é endêmica da região do arquipélago de Abrolhos, localizado no litoral sul do estado da Bahia. Segundo a plataforma Ecodebate, este complexo de recifes concentra a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul. Outra espécie, Mussismilia hispida, também exclusiva do litoral brasileiro, habita a região do Monumento Natural das ilhas Cagarras no Rio de Janeiro.

Os pólipos dos corais formam uma relação ecológica com zooxantelas. As zooxantelas são um tipo de alga que vivem em simbiose, dentro das estruturas dos pólipos dos corais, resultando em enigmáticas formações coloridas com tons vibrantes.



Os corais-cérebro crescem a uma taxa de poucos milímetros por ano, mas eles não têm pressa, pois podem viver até 900 anos ou um pouco mais. Assim eles têm muito tempo para crescer no ritmo que lhes convém dentro do ambiente onde vivem.

Os corais correm perigo e com eles muitas espécies podem estar ameaçadas, o que comprometeria sobremaneira o equilíbrio dos ecossistemas marinhos em todo o planeta.

O aumento da temperatura dos oceanos é uma ameaça à sobrevivência dos corais-cérebro. A acidificação dos oceanos também se constitui em um problema muito sério. Para todos os tipos de corais.

Ambos os eventos estão entre os principais causadores de branqueamento e morte de corais. Estes organismos são vitais para a saúde dos ambientes marinhos e são indicadores biológicos importantes de que “algo de errado não está certo”.

Bibliografia

MOWBRAY, Sean. Coral-cérebro parece um cérebro e pode viver até 900 anos. Discover Magazine [S.I]. Estados Unidos, Dezembro de 2024. Disponível em: https://www.discovermagazine.com/planet-earth/brain-coral-looks-like-a-brain-and-can-live-up-to-900-years. Acesso em 14/12/2024 às 17:40 h.

Imagem da Capa – Foto de John Cahil Rom – pexels.com: Dispónível em: https://www.pexels.com/pt-br/foto/recife-de-coral-subaquatico-3820941/

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Jefferson Alvarenga

Jefferson Alvarenga é criador e editor do Site Biota do Futuro. Biólogo, Pós Graduado em Gestão da Saúde Ambiental e em Imunologia e Microbiologia. Apaixonado por educação, pesquisa e por divulgação científica.

Como citar este conteúdo: ALVARENGA, Jefferson. Corais-cérebro podem viver até 900 anos e são vitais para os ecossistemas marinhos. Biota do Futuro. Betim, 15 de dezembro de 2024. Disponível em: https://www.biotadofuturo.com.br/corais-cerebro-podem-viver-ate-900-anos-e-sao-vitais-para-os-ecossistemas-marinhos/. Acesso em 30/01/2026 às 16:12 h.

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