Ao longo do ano, conforme a estação muda nas diversas regiões, a temporada de seca acende o alerta sobre a ocorrência de queimadas e incêndios florestais.
Esses eventos representam enormes riscos para a flora, a fauna, e para as populações humanas.
Segundo dados do Programa Queimadas do INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, no ano de 2024, sob o governo de Lula da Silva, o Brasil bateu recorde de queimadas.
Foram 216.890 focos de incêndios registrados em áreas naturais no país. As regiões Norte, Centro Oeste e Sudeste foram as mais afetadas. A Amazônia Legal sofreu imensamente.
Interessante anotar que todos os países vizinhos ao Brasil, registraram um número infinitamente inferior de incêndios no mesmo período.
Os dados nos levam a inferir que para além das questões climáticas, a situação no Brasil sugere que outros fatores talvez estejam sendo negligenciados tanto pela população como pelas autoridades, como o desmatamento e a fiscalização deficiente por exemplo.
Segundo o Rain Viewer, a “floresta primária intacta resiste muito mais ao fogo do que áreas já fragmentadas pelo desmatamento”. Além disso, o “desmatamento em um ano aumenta o risco de incêndios no ano seguinte”.
Especificamente na Amazônia a distribuição espacial das queimadas mostra que a maior incidência de focos de incêndio acontece ao longo do chamado Arco do Desmatamento.

Assim, principalmente a faixa sul e leste da Amazônia Legal, incluindo Mato Grosso, Rondônia, Acre e parte do Pará, compõem esse arco. É sabido que raramente o fogo começa no meio da floresta intacta.
A maior parte dos incêndios tem origem nas bordas da floresta onde o ambiente já foi alterado pelo desmatamento que antecede o avanço da fronteira agrícola sobre a vegetação nativa.
As queimadas surgem principalmente através das atividades humanas, mas podem acontecer também em decorrência de causas naturais, como raios e combustão espontânea pela ação intensa da luz solar sobre determinados materiais.
A Fundação Amazônia Sustentável – FAS – aponta que os fatores sazonais intensificados pelas alterações climáticas, modificam os padrões de chuvas, prolongam os períodos secos, tornando a situação ainda mais crítica.
Períodos de altas temperaturas e secas severas, aumentam a evaporação, o aporte de umidade para a vegetação diminui, tornando o ambiente mais vulnerável às queimadas, as quais afetam sobremaneira o equilíbrio da atmosfera.
No início de outubro de 2026 a Fundação Rede Amazônica, lançou a campanha “Consciência Limpa Queimadas”.
Com o slogan, “Não deixe o verde dar lugar às cinzas”, a iniciativa visa a prevenção contra as queimadas naquele bioma da Região Norte do país – informou o Portal G1.
Evitar o uso do fogo é uma das principais formas de cuidar da Amazônia, reforça a campanha em parceria com a Tree Earth, que desenvolveu um aplicativo para celular a fim de monitorar a recuperação de áreas degradadas e proteger as florestas.
A floresta bem preservada tem uma maior resistência natural ao fogo. O dossel denso das árvores mantém o ambiente interno da floresta úmido e protegido da radiação solar direta.
Isso dificulta o ressecamento do solo e de sua cobertura superficial impedindo que qualquer fonte de ignição se espalhe.
Neste ano de 2026, a partir de final de setembro, um grande volume de fumaça no ar ofuscou por diversas vezes o nascer do sol em Manaus especialmente no dia 23, expondo o avanço das queimadas na floresta – noticiou o Portal BNC do Amazonas.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostrou que o estado registrou 6811. focos de fogo entre os dias 1º de janeiro 5 de outubro de 2026, 101% a mais em relação ao mesmo período em 2025.

Toda a região norte apresentou entre 01/01 e 05/10 de 2026, 33.082 focos de incêndio contra 23.752 focos registrados em 2025, 39% a mais.

No primeiro governo Lula (PT) – (2003 a 2006), o Brasil registrou uma área de 2.195,699 Km² de vegetação natural queimada. No segundo governo Lula, (2007 a 2010), a área queimada em todo o Brasil totalizou 2.036,974 Km².
No primeiro governo Dilma (PT) – (2011 a 2014), foram 1.409,820 Km² queimados. O segundo governo Dilma complementado por Temer após o impeachment (2015 a 2018), registrou uma área queimada de 1.481,611 Km².
Durante o Governo Bolsonaro, (2019 a 2022), a área queimada no Brasil totalizou 1.533,436 Km².
Lembrando que esse período foi bem atípico, marcado por uma crise sanitária mundial, a COVID-19, onde muitas atividades foram impedidas pela OMS, com o famoso “FIQUE EM CASA”.
O combate aos incêndios nesse período foi assim tremendamente prejudicado.

O terceiro governo Lula (2023 a 2026), já registra até agora uma área queimada de 1.687,429 Km², até setembro, faltando ainda 3 meses para terminar o último ano desta gestão.
Totalizando, em todos os governos do PT, inclusive o período Temer que terminou o segundo mandato de Dilma, o Brasil perdeu 8.811,533 Km² em áreas naturais queimadas contra apenas 1.533,436 km² do governo Bolsonaro.
Se contarmos apenas os governos Lula, temos 2.195,699 Km² queimados (2003 a 2006), 2.036,974 Km² (2007 a 2010), 1.687,429 Km² (2023 a 2026), totalizando incríveis e catastróficos 5.920,102 Km² de vegetação nativa queimada.
Os maiores recordes de queimadas na série histórica também pertencem aos governos Lula com 607.667 Km² em 2004, no seu primeiro governo, 728.747 Km² em 2007 na sua segunda gestão e 593.069 Km² em 2024 nesta terceira administração do petista.
O maior número registrado no governo Jair Bolsonaro foi de 418.187 Km em 2020. Os dados são do Terra Brasilis.
É de se admirar que quem mais acusa os outros por desmatamentos e queimadas é exatamente quem durante os períodos em que governou o Brasil teve as maiores áreas florestais perdidas por incêndios recordes e dantescos.
Imagem da Capa – Incêndio Florestal – Foto – Pexels






