Uma imagem espetacular do amanhecer em Marte foi divulgada na última terça-feira, 6/10 pela Nasa.
A foto foi feita pelo rover Curiosity e mostra as primeiras claridades do sol sobre formações montanhosas esculpidas pelo vento há bilhões de anos atrás.
“O Sol está sempre nascendo em algum lugar” – Publicou a Agência Espacial Americana em sua conta no X.
O registro fotográfico foi feito no dia 11/8, pelo Curiosity, no 4.982º (sol) – o dia marciano – desde o início de sua missão em 2012. O robô está no 5º ano de sua missão estendida.
Segundo a Revista Veja, a imagem foi capturada por volta das 8h30, horário local de Marte.
Em primeiro plano a paisagem marciana se apresenta em tons azulados e mais ao fundo, a luz solar ilumina a manhã sobre os Yardangs, formações rochosas irregulares esculpidas pela erosão eólica, ou seja, pela ação dos ventos.
A fotografia não passou pelo tratamento corretivo denominado balanço de branco usualmente feito a fim de aproximar as cores das condições de iluminação da Terra.
The Sun is always rising somewhere. 🌄
— NASA (@NASA) October 6, 2026
On the 4,982nd Martian day of its mission, our Curiosity rover captured this photo of dawn breaking over distant yardangs, jagged land formations carved by wind. https://t.co/OnNbMY921o pic.twitter.com/toVcCJruDl
A tomada feita pela câmera do rover, preserva os tons originais do ambiente do planeta.
O registro foi composto por seis capturas da MastCam a bordo do rover – Noticiou o jornal O Tempo.
Recentemente, o Curiosity alcançou a marca de 1 km de desnível ao subir o Monte Sharp. Ao vencer esta altitude, os dados do rover possibilitaram aos cientistas conhecerem um pouco mais sobre a geologia antiga de Marte.
O Monte Sharp é formado por diferentes camadas de rochas. Cada camada registra um período da história do planeta, como acontece também na Terra.
Conforme o JPL da Nasa, o Monte Sharp tem cerca de 5 Km de altura. O Curiosity está subindo o relevo íngreme da montanha desde 2014.
O estudo dessas formações sugere que corpos de água importantes podem ter existido nessa região há bilhões de anos.
Ashwin Vasavada, cientista do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (JPL) disse que “a origem da camada de penhascos permanece desconhecida”.
“Uma das hipóteses é que ela tenha se formado a partir de cinzas depositadas por antigas erupções vulcânicas” ocorridas no passado remoto do planeta.
A linha de penhascos registrada pelo Curiosity tem 16 km de extensão – Informou o blog TecMundo do Estadão.
Localizado na porção noroeste do Monte Sharp, esses Yardangs, possivelmente possuíam minerais salgados depositados por rios e lagos que podem ter coberto a região e foram removidos ao longo de inumeráveis anos de erosão.
O rover continua sua jornada por terrenos ricos em sulfatos e carbonatos e chegará à base dos Yardangs em 2027, quando então coletará materiais para novos estudos sobre a formação das rochas daquela região.
Imagem da Capa – Nascer do Sol em Marte – Foto Nasa – JPL






