Em torno de 45 mil estudantes brasileiros portadores de deficiência visual, iniciaram o ano letivo sem material didático especializado adaptado em Braille.
Estudantes do ensino fundamental, do ensino médio e do EJA – Educação de jovens e adultos ficam lamentavelmente prejudicados sem os materiais essenciais para o aprendizado deste público escolar específico.
A denúncia foi feita pela ABRIDEF – Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva.
Segundo O Globo, é a primeira vez em 40 anos que o Governo Federal, não apresentou um cronograma nem garantiu orçamento para o suprimento do material que possibilita a acessibilidade e a inclusão de alunos cegos ou com pouca visão.
O Instituto Benjamim Constant, órgão Federal vinculado ao MEC confirmou a situação. A ABRIDEF recebeu a informação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Parece que o ano de 2026 será o ano do Braille Zero. Pelo menos essa é a expectativa de momento, salvo possíveis providências que possam ser tomadas pelo Governo para resolver o problema noticiou o Em Pauta Notícias.
A falta do recurso em Braille, principalmente para a fase de alfabetização, pode ocasionar um déficit cognitivo irrecuperável para os alunos – argumentam especialistas.
Os conteúdos em Braille são absolutamente relevantes para os deficientes visuais acompanharem as aulas de forma inclusiva. A situação agrava o isolamento pedagógico dos alunos que o aprendizado é realizado através do sistema tátil em relevo – noticiou a Revista Oeste.
O site Claudio Dantas, informou que, entidades do setor ouvidas, revelaram uma decisão política e não restrições financeiras como causa da interrupção do fornecimento dos materiais.







