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quinta-feira, 21 setembro, 2017
AS ÁRVORES CAPTURAM CO2

Uma região de floresta densa e preservada possui uma enorme capacidade de sequestrar CO2 da atmosfera.

Em suas atividades fotossintéticas as plantas utilizam o gás carbônico, água e nutrientes juntamente com a luz solar para produzir compostos orgânicos, fixando o carbono na forma de biomassa.

Um hectare de floresta intacta pode absorver até 1 tonelada de carbono por ano, contribuindo enormemente para a regulação do clima, diminuindo o aquecimento global causado pela intensificação do efeito estufa.

O efeito estufa é um fenômeno natural. Mas o seu agravamento causado pelas emissões de CO2 provenientes das atividades humanas através da utilização de combustíveis fósseis, provocam o aquecimento global. Isso é muito prejudicial para o meio ambiente.

Além disso as florestas, prestam outro importante serviço ecológico.

Regulam o ciclo hidrológico, importantíssimo para a manutenção do aporte de umidade através das chuvas e preservação de nascentes e mananciais.

Sem a preservação das florestas é impossível vencer a luta contra as mudanças climáticas causadas pela atividades humanas de produção e consumo.

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O QUE É O PROTOCOLO DE QUIOTO

É o compromisso para redução das emissões de poluentes contendo gases que agravam o efeito estufa, assumido pelos países signatários da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas em uma de suas reuniões ocorrida em Quioto no Japão em 1997.

A CONVENÇÃO SOBRE O CLIMA

A Convenção Quadro das Nações Unidas Sobre Mudanças Climáticas foi criada em 1992 durante a realização da Conferência das Nações Unidas Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Esta conferência aconteceu no Rio de Janeiro e ficou conhecida como ECO 92 ou CÚPULA DA TERRA. A ECO 92 reuniu 108 Chefes de Estado e o objetivo era traçar metas de desenvolvimento para todos os países porém com compromissos de preservação dos recursos naturais do planeta.

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O MERCADO DE CARBONO

O principal objetivo do Protocolo de Quioto, a limitação ou redução dos gases que agravam o efeito estufa pelos países membros, se tornou o pilar para a sustentação da luta contra as mudanças climáticas.

O aquecimento global causado pela intensificação do efeito estufa pode trazer graves consequências sobre a vida no planeta.

Então a redução das emissões de GEE, passou a ter um valor econômico. Uma tonelada de dióxido de carbono vale 1 Crédito de Carbono que pode ser negociado no mercado internacional

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OS GASES DE EFEITO ESTUFA

Pelo Protocolo de Quioto, além do dióxido de carbono (CO2), outros gases são importantes para o agravamento do fenômeno do aquecimento global causado pelo aumento dos gases de efeito estufa na atmosfera.

O metano (CH4), o óxido nitroso (N2O), o hidrofluorcarboneto (HFC), o clorofluorcarboneto (CFC), o hexacloreto de enxofre (SF6) e o perfluorcarbonetos (PFC) também devem ter suas emissões reduzidas.

O conceito de CARBONO EQUIVALENTE,  converte em Créditos de Carbono o total das emissões desses gases que são reduzidas.

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OBJETIVOS DO MERCADO DE CARBONO

O Mercado de Carbono, instituído pelo protocolo de Quioto visa então a ajudar os países desenvolvidos a alcançarem suas metas de redução de emissão de dióxido de carbono ou outro gás equivalente que agrava o fenômeno do efeito estufa.

Incentiva também os países em desenvolvimento a buscarem alternativas de crescimento com tecnologias menos impactantes ao meio ambiente.

Os países desenvolvidos podem ajudar nisso. Também fomenta a cooperação entre os países com metas de redução a cumprir.

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MECANISMO DE DESENVOLVIMENTO LIMPO – MDL

Pelo Protocolo de Quioto, os países em desenvolvimento não possuem metas estabelecidas para redução das emissões de gases de efeito estufa.

Entretanto aqueles que adotam ou desenvolvem projetos de redução de emissões constituem o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo – MDL.

Por esse mecanismo esses projetos podem se tornar REDUÇÕES CERTIFICADAS DE EMISSÕES – CER.

Essas reduções certificadas podem ser negociadas com o países desenvolvidos que têm metas de redução a cumprir no âmbito do Protocolo, flexibilizando assim o cumprimento do acordo de redução de emissões dos mesmos.

Isso estimula o desenvolvimento sustentável, e a transferência de tecnologias menos impactantes ao meio ambiente.

NOSSO FUTURO EM COMUM

O título é sugestivo não é? Mas o que é o NOSSO FUTURO EM COMUM?

Na verdade, Nosso Futuro em Comum constitui uma série de conceitos inovadores que vieram com a publicação pela ONU do Relatório Brundtland em 1987.

Após ser convidada para presidir a Comissão Mundial Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento em 1983 pela ONU, a Médica norueguesa Gro Harlem Brundtland liderou dezenas de reuniões com diversos líderes mundiais e especialistas em meio ambiente para então trazer a público o resultado dos trabalhos realizados.

Tudo que foi discutido foi colocado no RELATÓRIO BRUNDTLAND – NOSSO FUTURO EM COMUM.

A escolha da médica, Mestre em Saúde Pública que tinha sido Primeira Ministra da Noruega, se deveu ao pioneirismo de suas idéias inovadoras enxergando as questões de saúde para muito além da Cátedra Médica, associando aos seus trabalhos, atividades ligadas ao meio ambiente e ao desenvolvimento humano.

O Relatório Brundtland foi o primeiro a trazer para o discurso comum o conceito de DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.

Este conceito veio chamar a atenção do mundo para a necessidade de as sociedades humanas buscarem soluções de desenvolvimento de maneira a não esgotarem os recursos naturais do planeta e nem colocar em risco os sistemas naturais que sustentam a vida na Terra.

Nesse relatório fica claro que Nosso Futuro Em Comum, depende de nossa capacidade de rever nossos padrões de produção e consumo preservando a atmosfera, as águas, os solos, os seres vivos e usando os recursos ambientais de maneira a garantir um meio ambiente equilibrado para esta e para as FUTURAS GERAÇÕES.