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quinta-feira, 21 setembro, 2017
Cuidado! A dengue mata! 
Tampe sua caixa d`água.
Não deixe embalagens jogadas no quintal
Limpe as calhas dos telhados.
Não deixe pneus velhos expostos.
Elimine todos os focos de água parada.
Não deixe lixo acumulado.

Você pode fazer a sua parte!

A Dengue é uma doença cujo agente causador é um vírus. A dengue mata. Mas pode ser evitada. Vamos saber como?

A Dengue

A dengue é uma doença infecciosa grave, causada por um arbovírus, ou seja um vírus que tem como um dos hospedeiros, um artrópode da classe INSECTA.

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O Transmissor

O transmissor do vírus da Dengue é o mosquito do Gênero Aedes através da picada da fêmea do inseto durante a hematofagia em sua fase de reprodução.

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Sintomas

Os sintomas da Dengue são muitos. Vários são os sinais que a caracterizam. Entretanto o exame sorológico é o único que pode confirmar a doença.

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Prevenção

A melhor forma de prevenção da Dengue é o controle do mosquito transmissor do vírus. Medidas simples podem erradicar a doença e evitar sofrimento.

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Tratamento: Saiba como tratar a Dengue e os cuidados necessários para ficar livre da doença. Clique AQUI e fique por dentro.

HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA

A dengue é uma doença infecciosa febril, que pode causar sérias complicações orgânicas e até a morte. O agente causador é um vírus RNA, pertencente ao gênero flavivírus e apresenta quatro sorotipos diferentes. A transmissão ocorre pela picada de mosquitos do gênero Aedes, sendo o principal o Aedes aegypti.

O mosquito transmissor, surgiu na áfrica  e se disseminou mundialmente através do tráfego marítimo, desde os tempos do comércio de escravos do continente africano para outras partes do mundo.

Nesse contexto chegou ao Brasil, provavelmente no século 18, com a intensa movimentação dos navios negreiros até aos nossos portos.

Em 1955, num trabalho realizado pela Organização Pan Americana de Saúde o mosquito foi completamente erradicado do nosso país e de muitos países vizinhos.

Mas o inseto permaneceu em outros países do continente como as ilhas caribenhas, o Suriname, a Venezuela e o sul dos Estados Unidos. Isso fez com que o mosquito se reintroduzisse.

Atualmente, outra espécie do Gênero Aedes, o Aedes albopictus é frequente em grande parte do território nacional, sem no entanto estar comprovada sua atuação como vetor das diversas variações do vírus do dengue.

Com as chuvas e o calor do verão o mosquito se reproduz muito! Então vigilância o ano inteiro é a melhor pedida para prevenir contra a dengue!

MAIS SOBRE O AEDES AEGYPTI

Os mosquitos Aedes aegypti gostam de picar os seres humanos mas também são ecléticos picando ainda alguns outros animais. É considerado cosmopolita.

A espécie aegypti é essencialmente doméstica. Vivem de 15 a 20 dias.

Exercem a hematofagia tanto dentro como fora das casas em dois períodos entre 7 e 10 horas da manhã e entre 16 e 19 horas à noitinha.

Possui voo extremamente rápido, logrando fuga diante de qualquer movimento antes que possa ser morto pela vítima.

Os ovos são resistentes à dessecação podendo se manter propícios à eclosão durante um ano ou mais, o que ocorre nos primeiros 15 minutos após o primeiro contato com a água.

DENGUE 1
DENGUE 2

TIPOS DE VÍRUS

São quatro os tipos de vírus causadores da Dengue, o DEN-1, o DEN-2, o DEN-3 e o DEN-4. Todos eles são variações diferentes do mesmo agente patológico, ou seja o organismo capaz de causar desordens orgânicas, com surgimento de sinais e sintomas que caracterizam as DOENÇAS.

Isso é um grande problema para a saúde pública, pois quanto mais variações do mesmo agente causador de doenças, mais pessoas podem ser infectadas e mais trabalhoso é o controle,  a profilaxia ou o tratamento.

Variações diferentes do mesmo micro organismo podem causar maiores possibilidades de reincidência, sendo que a cada novo episódio, os sintomas tendem a ser mais severos.

Isto por que o sistema imunológico fica mais sensível, sendo as reações de defesa mais exacerbadas, com uma reação inflamatória mais acentuada o que pode aumentar o risco de lesão dos vasos sanguíneos e outros órgãos.

Todos os quatro tipos de vírus causam os mesmos tipos de sintomas. Quando o ser humano é contagiado com o Dengue de um tipo, ele não pode mais ser infectado pelo mesmo tipo de vírus.

Isto porque a memória imunológica aciona reações de defesa com moléculas de anticorpos já “programadas” previamente para o combate ao tipo específico de vírus. Assim, qualquer pessoa só pode ter Dengue quatro vezes na vida.

Também é bom lembrar que a intensidade das reações inflamatórias com os sinais e sintomas característicos da ação patogênica que cada agente infectante provoca, varia para cada indivíduo, conforme a sua resistência imunológica e a quantidade ou carga do causador dos distúrbios presentes no organismo.

Depende também da patogenicidade que é a habilidade do agente infecioso causar lesões e ainda da virulência que é a rapidez e a severidade com que as lesões se desenvolvem.

DENGUE HEMORRÁGICA

A Dengue hemorrágica é muito grave e precisa de tratamento médico imediato. O maior perigo para a ocorrência da dengue hemorrágica é a reincidência da doença através da infecção por uma das quatro variações do vírus.

A reincidência pode gerar uma maior sensibilidade do sistema imunológico, acentuando as reações inflamatórias. Com isso os sinais e sintomas da doença podem ser sobremaneira aumentados em intensidade agravando o quadro geral do paciente.

Os tecidos dos vasos sanguíneos podem ser lesionados e ter sua permeabilidade alterada sendo um dos fatores de sangramentos de tecidos e órgãos. Mas outro fator é a alteração na coagulação sanguínea, e a perda de plasma através do vasos danificados ou fragilizados em sua estrutura.

Qualquer uma das variações ou sorotipos do vírus pode causar a dengue hemorrágica. Entretanto dificilmente essa manifestação grave da doença ocorre no primeiro contágio.

As chances de hemorragias são maiores a partir do segundo, terceiro e quarto contágios com os diferentes sorotipos. Com o agravamento do quadro clínico do paciente  acontecem episódios de insuficiência circulatória, ocorrendo o choque que leva ao óbito.

COMO OCORRE A INFECÇÃO

As fêmeas do mosquito transmissor possuem aparelho bucal picador – sugador apropriado para a hematofagia nos períodos de reprodução.

Durante a alimentação, a enzima apirase é produzida nas glândulas salivares e tem a função de impedir a agregação das plaquetas do sangue e aumentar a vaso dilatação no local da picada facilitando o forrageamento sanguíneo.

É na glândula salivar onde os parasitos virais (Dengue, Chicugunya, Zica e Febre Amarela) se alojam e contaminam o hospedeiro pela injeção da saliva durante a picada.

VOCÊ SANITARISTA

Cada pessoa como cidadão pode e deve ter atitudes participativas na busca do bem coletivo. Em questões de saúde, a prevenção é o melhor caminho para que muitos males sejam evitados.

Os custos com saúde pública podem ser enormemente reduzidos com a participação cidadã. Cada pessoa pode assumir hábitos para criar condições sanitárias que favoreçam a manutenção de ambientes saudáveis e não propícios à proliferação de animais, inclusive insetos vetores de organismos patogênicos ou seja aqueles que causam doenças.

Para isso, pequenos cuidados são eficazes. Os cuidados com a higiene e a limpeza em casa e na comunidade são fatores salutares na manutenção da saúde ambiental. Portanto vamos todos atuar com responsabilidade nas comunidades em que vivemos para que nossa pegada ecológica não deixe rastros de problemas para nós mesmos.

Quanto menos pressões e interferências humanas nos sistemas ecológicos, menos problemas e mais o equilíbrio natural é mantido com benefícios para todos os seres. Com as interferências antrópicas nos sistemas naturais, ocorre o desequilíbrio ambiental que favorece o potencial biótico para muitas espécies, que acabam tendo sua população aumentada podendo trazer muitos problemas ao ecossistema urbano.

A urbanização de organismos vetores de doenças traz muitos prejuízos ao levar espécies silvestres a se tornarem cosmopolitas e antropofílicas isto, é adaptadas às relações com a espécie humana aumentando a incidência de doenças.

A participação e a cidadania socioambiental são ferramentas imprescindíveis para a busca de soluções de proteção aos ecossistemas.

Harmonizar nossa presença no planeta com os outros entes naturais, evitará o doloroso e dispendioso conserto da biosfera.